Giovanni Migliorini reside em Curitiba-Pr, onde freqüenta o último ano da Faculdade de Comércio Exterior junto a Fundação de Estudos sociais do Paraná, e a Faculdade de Relações Internacionais nas Faculdades Integradas Curitiba


Política Popular

19/08/2001

Estamos vivendo uma época de grandes transformações. A antiga concepção de política representativa está superada por um desejo de auto representatividade. A política tradicional foi colocada em xeque devido à velocidade da informação, porque era esta, o grande diferencial entre políticos e cidadãos.
Em forte disseminação, a idéia do Sufrágio Universal como meio de decidir e não como forma de eleger os políticos, vai ultrapassando fronteiras e tornando-se um instrumento a favor da democracia popular. O Estado deixou de ser o único agente do meio político. Desde a concepção do Estado Moderno, vigorava o perfil de Estado representativo unilateral, oque nos tornava vulneráveis à falsa idéia concebida como interesse comum.
Esta evolução natural da política, trouxe a tona a patologia interna dos partidos políticos e instituições públicas, obrigando-os a mudar seus costumes corporativistas. Denúncias contra deputados, governadores, prefeitos, etc, tornou-se rotina na vida do brasileiro.
Evidente que ainda teremos que eleger nossos representantes, mas não estamos mais sujeitos a tantas manipulações das informações como antigamente. A corrupção e a politicagem sempre, infelizmente, fará parte da política; ilude-se aquele ao afirmar que com a mudança de partidos ou representantes no poder, cessar-se-á a corrupção. A idéia "utópica" de constituirmos uma sociedade justa, regulamentada em uma "Constituição" dita para todos, é uma grande fonte ideológica e necessária para ao menos nos aproximarmos o mais perto possível do que consideramos justo.
Ainda somos alvo de discursos demagogos e pretensiosos de inescrupulósos políticos, acoados com a idéia de terem que sair pela "porta de trás" da instituição a qual fazem parte. Cabe a todos nós, cidadãos de um Estado Democrático de Direito, impedir a perpetuação do clientelismo . Não podemos ser coniventes com o senso comum do antigo sistema político.




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