Política Popular
19/08/2001
Estamos
vivendo uma época de grandes transformações. A
antiga concepção de política representativa está
superada por um desejo de auto representatividade. A política
tradicional foi colocada em xeque devido à velocidade da informação,
porque era esta, o grande diferencial entre políticos e cidadãos.
Em forte disseminação, a idéia do Sufrágio
Universal como meio de decidir e não como forma de eleger os
políticos, vai ultrapassando fronteiras e tornando-se um instrumento
a favor da democracia popular. O Estado deixou de ser o único
agente do meio político. Desde a concepção do Estado
Moderno, vigorava o perfil de Estado representativo unilateral, oque
nos tornava vulneráveis à falsa idéia concebida
como interesse comum.
Esta evolução natural da política, trouxe a tona
a patologia interna dos partidos políticos e instituições
públicas, obrigando-os a mudar seus costumes corporativistas.
Denúncias contra deputados, governadores, prefeitos, etc, tornou-se
rotina na vida do brasileiro.
Evidente que ainda teremos que eleger nossos representantes, mas não
estamos mais sujeitos a tantas manipulações das informações
como antigamente. A corrupção e a politicagem sempre,
infelizmente, fará parte da política; ilude-se aquele
ao afirmar que com a mudança de partidos ou representantes no
poder, cessar-se-á a corrupção. A idéia
"utópica" de constituirmos uma sociedade justa, regulamentada
em uma "Constituição" dita para todos, é
uma grande fonte ideológica e necessária para ao menos
nos aproximarmos o mais perto possível do que consideramos justo.
Ainda somos alvo de discursos demagogos e pretensiosos de inescrupulósos
políticos, acoados com a idéia de terem que sair pela
"porta de trás" da instituição a qual
fazem parte. Cabe a todos nós, cidadãos de um Estado Democrático
de Direito, impedir a perpetuação do clientelismo . Não
podemos ser coniventes com o senso comum do antigo sistema político.