24/06/2001
FMI
- Fundo Monetário Internacional
O FMI
é uma instituição cooperativa formada por 182 membros,
criado na Conferência Internacional de Bretton Woods, EUA, em
julho de 1944. Tinha a função de regular o sistema de
conversibilidade das moedas em dólar e ouro e suas flutuações,
estabelecido na conferência de Bretton Woods. Após a queda
do sistema de conversibilidade em 1971, o Fundo passou a ter um caráter
de regulamentador econômico internacional Sua administração
é exercida em Washington, constituída de um conselho de
governadores, diretores executivos, um diretor gerente e um corpo de
auxiliares.
O Fundo Monetário Internacional promove a cooperação
monetária entre os países, facilita a expansão
e o desenvolvimento equilibrado do comércio internacional, procura
incentivar a estabilidade cambial e auxiliar o estabelecimento de um
sistema multilateral de pagamentos em relação às
transações correntes, procurando reduzir a duração
e intensidade do desequilíbrio no Balanços de Pagamentos
das nações.
A instituição faz empréstimos aos membros que tem
problemas financeiros com outros membros, mas sob condições
de que o país assistido se comprometa com reformas econômicas
que possam eliminar essas dificuldades, através da chamada Carta
de Intenções.
Para fazer parte do FMI os países tem que subscrever cotas junto
ao fundo, uma parte em moeda nacional e outra em moeda forte. Para estipular
esta cotas, leva-se em conta vários indicadores econômicos,
tais como o Balanço de Pagamentos, reservas cambiais e o PIB.
Para que qualquer proposição seja aprovada no FMI é
necessário que haja um mínimo de 85% de votos favoráveis
do Conselho. Os Estados Unidos, país que detém o maior
número de cotas, são detentores de 20% dos votos, tendo
assim o poder de veto.
Em 13 de novembro de 1998, foi fechado um acordo no valor de US$ 41,5
bilhões entre o Brasil e o FMI, ocasião em que o Brasil
passou por uma séria crise de confiança e as reservas
brasileiras caíram drasticamente. Para obter este empréstimo
o Brasil se comprometeu, através de uma Carta de Intenções,
a tomar várias medidas corretivas de acordo com as resoluções
do Fundo. Uma delas trata-se da liberalização econômica
através da não intervenção estatal, na qual
o Brasil vem tentando cumprir através de privatizações,
reformas tributárias e fiscais.
Grande parte da recessão que o país enfrenta atualmente
é decorrente das metas comprometidas com o FMI. Inclusive alguns
especialistas sugerem que a falta de investimentos no setor energético
brasileiro, resultando na atual crise, é decorrente indiretamente
das exigências do Fundo.
Apesar do FMI se dizer cheio de boas intenções, cabe lembrar
que os EUA é o acionista majoritário, e quando existe
interesses econômicos, ele não entra para perder. Recorrer
ao FMI significa que a conjuntura estrutural do país não
esta saudável, mas pode ficar ainda pior, dependendo do quanto
e de que forma teremos que retribuir a generosidade americana.