Giovanni Migliorini reside em Curitiba-Pr, onde freqüenta o último ano da Faculdade de Comércio Exterior junto a Fundação de Estudos sociais do Paraná, e a Faculdade de Relações Internacionais nas Faculdades Integradas Curitiba

11/06/2001


A nova ordem mundial


A desintegração da URSS e do Mundo Socialista alterou profundamente as relações internacionais. Acabava o confronto capitalismo x comunismo e uma nova relação de forças se estabeleceu. Era a globalização da economia capitalista. No entanto, o desenvolvimento econômico do Japão, da Alemanha e da China ainda ameaçam a supremacia dos Estados Unidos. Vivendo a Terceira Revolução Industrial, desde a década de 70, o Japão tornou-se um dos centros da economia capitalista mundial, dominando a bacia do Pacífico Oriental. Entrelaça-se, ainda, com a industrialização dos Tigres Asiáticos, dos Dragões Asiáticos e as Zonas Econômicas Especiais (litoral da China).
Um segundo megabloco é formado pela União Européia (U.E. - 1995). Sua prosperidade econômica serviu de exemplo para outros blocos supranacionais integrados e contribuiu para o desmoronamento do bloco socialista europeu. Nesse megabloco, a supremacia alemã é inegável, não obstante os problemas decorrentes dos pesados investimentos realizados com a incorporação da antiga Alemanha Oriental. Diante do crescimento desses megablocos, os EUA se associaram com o Canadá e criaram o Acordo de Livre Comércio , ampliado em 1993 com a entrada do México, formando-se então o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), que se propõe a integrar os mercados dos três países. Ao contrário dos outros megablocos, os EUA têm sua economia comprometida pelos elevados gastos militares e por pretender exercer o papel de política internacional. Nesse contexto, criou-se o Grupo dos Sete (G-7 - 1970), fórum político e econômico dos sete países mais industrializados do mundo (EUA, Alemanha, Japão, Itália E Reino Unido) - procura consolidar a hegemonia das sociedades capitalistas centrais. Em 1997, a Rússia passou a ser considerada como integrante do G-7, desde então conhecido como Grupo dos Oito (G-8).
Os países periféricos, incluindo aqueles que integravam o Mundo Socialista, passaram a ter seus mercados ferozmente disputados pelos Estados integrantes dos três megablocos, particularmente EUA, Alemanha e Japão. E, nessa competição levantou-se a ideologia neoliberal (minimização do Estado, a privatização da economia, liberdade e primazia do mercado sem barreiras aduaneiras e a estabilização monetária mediante o controle dos salários, redução dos impostos e dos gastos públicos e a liberalização dos preços de venda das mercadorias). Na verdade, o neoliberalismo é a nova ideologia do imperialismo, revestida de palavras mágicas, como modernidade, qualidade total, gestão participativa, primazia do individual sobre o coletivo, flexibilização da economia ...
Outro encaixe que surgiu ultimamente esta voltado para o acordos militares e políticos entre a URSS e a China, como forma de oposição a ideologia militar Americana. Neste caso será fundamental a diplomacia de todos, inclusive dos países não alinhados e da ONU, porque não podermos permitir a idéia de ressuscitarmos os preceitos da Guerra Fria.
Assim, de uma bipolarização de poder passamos para um sistema multipolar. Esta nova Ordem foi possível graças a pujança econômica global que obriga os países a adotarem uma postura de cooperação, embora muitas vezes perversa.




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