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Giovanni Migliorini
reside em Curitiba-Pr, onde freqüenta o último ano da Faculdade de Comércio
Exterior junto a Fundação de Estudos sociais do Paraná, e a Faculdade
de Relações Internacionais nas Faculdades Integradas Curitiba
01/07/2001
POLÍTICA
EXTERNA AMERICANA
Durante
oito anos, a maior potência mundial marcou sua onipresença
com a Era Clinton. Os Estados Unidos nesta época, ao contrario
de seu antecessor, foi governado por uma austera e próspera política
externa, porém com cunho relativamente humanitário.
O Democrata Bill Clinton, mostrou uma disposição para questões
sociais de relevância mundial que implicaram em intervenções,
muitas destas através de força militar seja para guerras
civis com conflitos étnicos e raciais ou divergências entre
países, mas de certa forma trouxe algum tipo de benefício
a população local. A hegemonia americana conseguir conciliar
interesses econômicos e sociais, embora não podemos ser ingênuos
de pensar que o EUA gasta bilhões de dólares somente para
mostra sua benevolência, sempre houve e sempre haverá interesses
econômicos.
A partir de 2001 passamos a viver uma outra realidade, onde o Republicano
George W. Bush, vem demonstrando uma política truculenta que prioriza
o uso da força (política, econômica e militar) em
nome de interesses econômicos americanos. Logo ao assumir enviou
um recado ao Iraque em forma de mísseis e deu continuidade a intervenção
anti drogas na Colômbia. A campanha de Bush para a presidência,
conforme jornais americanos, foi quase que totalmente financiada pela
industria bélica e petrolífera, que por sinal fizeram um
ótimo negócio: logo a assumir, George W Bush abriu os cofres
públicos para aquisição de armamento e ainda quer
implantar um sistema anti mísseis e mais alguns projetos armamentistas
que renderiam a Indústria Bélica alguns miseráveis
bilhões de dólares.
Recentemente presenciamos mais uma ato da racionalidade econômica
americana através da não ratificação do Tratado
de Kyoto. Tal tratado é um pacto onde os países industrializados
se comprometem a reduzir a emissão de gás carbônico,
maior responsável pelo efeito estufa, em 5,2 % a menos dos registrados
em 1990 sendo que os EUA sozinho é responsável por 25 %
da emissão global de gases poluentes. George W Bush ao contrário
doque pregou na sua companha, disse não ao pacto e criou uma grave
indigestão política mundial, que mostrou o repúdio
da sua decisão com a exclusão americana do Comitê
Internacional Anti drogas e de Direitos humanos e inúmeros outros
protestos oriundos de ONGs, entidades ambientais e países envolvidos
no Tratado.
A indústria que mais responde dentro dos EUA pela emissão
de gás carbônico é a petrolífera e nada menos
que 58 % das emissões de gás carbônico no planeta.
Então mais uma vez a analogia aqui é permitida: esta indústria
financiou Busch sendo que inclusive seu pai o antigo presidente George
Busch é acionista de várias empresas incluindo a Exxon (Esso)
que também se posicionou contra o Tratado, que por sinal é
texana, estado natal da família Bush. Assim ao modo americano de
ver não seria prudente e nem leal aceitar um tratado que resultaria
em prejuízo a papai e seus financiadores.
Segundo cientistas caso o efeito estufa não seja travado em curto
prazo o custo das catástrofes ambientais que ocorrerão e
já estão acontecendo, vai ser inúmeras vezes maior
doque o prejuízo que o capitalismo sofrerá com a implantação
do Tratado de Kyoto. Esta conta será arcada por toda comunidade
mundial, que virá em forma de inundações, ciclones
e secas, assim como a extinção de muitas espécies
da flora e da fauna devido a destruição de seu habitat.
Para quem achava que a ameaça de uma guerra nuclear era o perigo
mais eminente que estávamos passando, esta enganado, oque vem por
aí se providência não forem tomadas será o
próprio juízo final que se chegarmos até lá
provavelmente estaremos em uma situação crítica para
retroagir.
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