Giovanni Migliorini reside atualmente em Curitiba-Pr, e é formado na Faculdade de Comércio Exterior junto a Fundação de Estudos sociais do Paraná, e a Faculdade de Relações Internacionais nas Faculdades Integradas Curitiba


Como eu começo

26/05/2002

Contagiadas pela Era da globalização e com o intuito de expandir seus negócios, inúmeras empresas buscam no Comércio Exterior novas oportunidades. No Brasil, diferente dos países desenvolvidos, pequenas e médias empresas respondem apenas por efêmera parcela da Balança Comercial.
Esta apatia empresarial, se dá principalmente pela ignorância comercial que eu chamo de Lacuna do Desenvolvimento. Muitas vezes empresas com bons produtos, tecnologia de ponta e administradas por verdadeiros empreendedores não conseguem se projetar, nem ao menos fazer parte das estatísticas do Balaço de Pagamento, principalmente pela simples falta de informação. As primeiras perguntas que surgem na mente de uma empresário que tenta buscar o internacional e não tem experiência ou sequer conhecimento do processo burocrático, são: Como atingir meu público alvo? Aonde vou obter capital para alavancar minha empresa? Como quebrar as barreiras culturais?
Simploriamente respondendo estas questões, é preciso sempre ter em mente seu objetivo. O verdadeiro empreendedor não é aquele que enriquece com um golpe de sorte, mas aquele que quebra as barreiras dia a dia para atingir suas metas com persistência e inteligência. Para atingir o público alvo existem várias maneiras, de acordo com a disponibilidade financeiras de cada empresa. A mais simples e difundida sem dúvida hoje é a Internet. Existem "sites" exclusivamente de Comércio Exterior onde o empresário pode se comunicar com empresas do mundo todo de acordo com seu ramo de negócio. Pesquisas junto a federações da indústria e câmaras de comércio. Feiras internacionais, possibilitando o contato pessoal também é um eficaz "point trade". Entretanto, caso o empresário não possua o "know How" suficiente, eu sugeria empresas Comerciais Exportadoras (Tranding). Estas empresas, ao contrário do mercado interno, não são simples atravessadoras. Elas são responsáveis por grande liquidez no mercado internacional e apresentam-se como grande canal de expansão comercial.
O investimento talvez seja a maior das barreiras. Como já citei em artigos anteriores, existem inúmeras formas de empréstimos para empresas de Comércio Exterior. O mais comuns e acessíveis são o ACC e ACE. Outra maneira de financiamento seria buscar bancos estrangeiros do país com quem esta se negociando. É comum bancos com recursos do próprio país concederem investimentos a empresas estrangeiras com taxas de juros inferiores a 8% a.a. Sugiro que busque maiores informações junto a Câmara de Comércio Exterior - e mail - camex@planalto.gov.br .
As diferenças culturais devem ser sempre consideradas. Um bom plano de marketing pode evitar grandes prejuízos no futuro. Dentre os pontos mais sucetíveis a incompatibilidade cultural - comercial, são: o tipo de embalagem usada (cor, tamanho, material usado), a forma de agrupamento dos produtos (existem lugares que devido a supertição certos númerso são considerados impróprios), símbolos ou logomarcas dos produtos ou da empresa, padrão de medidas e pesos.
Abaixo menciono alguns "sites" que são boas ferramentas a nível de informação e prospeção de mercado:

www.braziltradenet.gov.br - ótimo para pesquisa de mercado e estatísticas (português);
www.planetbiz.com - "site" de ofertas e demandas (inglês);
www.wto.com - Organização mundial do comércio (inglês);
www.exportnews.com.br - pesquisa de mercado (português);
www.brazil4export.com - pesquisa de mercado (português);
www.ceol.com.br - pesquisa de mercado e notícias (português);
www.classificadosmercosul.com.br - informações sobre sites de Comércio Exterior.

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