Filipe Bortolini tem 23 anos, é estudante de Informática da UFRGS, e atualmente uma de suas maiores paixões é escrever. Filipe está realizando uma oficina de criação literária com o escritor e Doutor em Letras Luiz Antônio de Assis Brasil, grande autoridade no meio literário.

Clima

Existem filmes que valeriam a pena assistir apenas pelo “clima”. São aqueles que nos prendem com a forma que a história é contada, com a fotografia ou a música e que, mesmo que nunca entendamos sua mensagem, ainda ficamos arrebatados, imóveis no sofá enquanto os nomes sobem na tela. Nesta categoria, cito três exemplos: Amnésia, Pi e Estrada Perdida.

Amnésia , suspense de 2001 estreado por Guy Pearce e Carrie-Anne Moss (a Trinity de Matrix ), conta a história de um homem que procura pelo assassino da mulher e que, como não pode guardar novas memórias devido a um ferimento na cabeça, tatua em seu corpo as pistas encontradas. A originalidade do filme está no fato de toda a história ser contada do fim para o começo, o que faz com que o espectador se sinta tão perdido quanto o personagem.

Já a ficção científica Pi , rodada em preto e branco, estreou por aqui em 2002, quatro anos depois de seu lançamento oficial. O destaque aqui vai para a fotografia e a trilha sonora, com musicas eletrônicas que definem a esquizofrenia da produção. Trata-se da história de um gênio matemático que, ao conseguir calcular todos os digitos do número Pi, descobre que tudo se comporta através de ciclos, o que lhe permite prever o futuro e o torna alvo do interesse de investidores da bolsa e de seitas religiosas fanáticas.

Por fim, um devaneio de David Lynch, provavelmente o diretor mais pirado de todos os tempos. Estrada Perdida , lançado em 1997, conta a história de um saxofonista (Bill Pullman) que é preso quando sua esposa (Patricia Arquette) é encontrada morta. Certo dia, entretanto, ele desaparece de sua cela e no lugar dele fica um jovem mecânico que não sabe como foi parar ali. Libertado, o jovem é envolvido por uma série de acontecimentos bizarros. O surrealismo da narrativa, aliado a uma fotografia assombrada, dão o tom da produção.

Além do clima envolvente que conquistou minha admiração, os três filmes têm mais um aspecto em comum: não entendi nenhum deles. Se alguém entender, por favor, me explique.

Colunas Anteriores

Àqueles que eu amo
O Problema era o Bigode
Filhos da Máfia
Invasores
Há pouco tempo
Ironias a Parte
Rico Urânio
Programa Legal
Dois Anos Depois
Brasileiros
Pro Espaço
São Roberto
Façam suas apostas
Canos Fumegantes
E a Educação...
Lixo é Luxo
Televisão
Matrix Reloaded
Reforma Tributária
Juros
La Renuncia
O Senado Contra a Ética
Curtas de Guerra IV
Curtas de Guerra III
Curtas de Guerra II
Curtas de Guerra
Guerra Civil
Curtas de Verão IV
Curtas de Verão III
Curtas de Verão II
Mecca Cola
Curtas de Verão
Jhonny Rivers - parte III
Jhonny Rivers - parte II
Jhonny Rivers - parte I
Náufrago
Meu Inter
Livros
Uma carta do amigo Pedro
A Falácia dos Desesperados
Eleições
Chegou a hora
Os juros e o dólar
A hora do moto-serra

De 11 de setembro a 06 de outubro

Violência contra animais

Quem são os neobobos
Debates e Mentiras
Vendas e Mordaças na Terra do Tio Sam
O Verdadeiro Risco
Boa Sorte
Conveniente Conivência
Cinco Erros e Uma Pergunta
Na torcida
Uma Carta do Gato Félix
Senado Shopping
Previ
Condolências
Entrevista com o Inácio
O esqueleto da vale
O fator de risco
E o rock morreu mais um pouco
Foi sem querer querendo
De como obstruir a justiça
Absurdos
Jovens, loucos e rebeldes
Um tributo ao amor
O marido da Sarney
A mulher do Murad
Conta Outra, Bush
Teoria da Conspiração
A dívida original
Fim de ano (The End)
Leia e Entenda
Flexibilizando Henrique Cardoso
Insensatez
Vendo e entendendo
Reformar e crescer
Pesquisa é desenvolvimento
Louvados sejam os americanos
A catástrofe anunciada
O assassinato do Dr. Flores - parte IV - Final
O assassinato do Dr. Flores - parte III
O assassinato do Dr. Flores - parte II
O assassinato do Dr. Flores - parte I
Pedro ganha um tigre numa rifa
Voltas
Férias
Amarga surpresa
Transições
Um cigarro
O nada
Ocaso
POA X Davos ? POA, com certeza
A volta
As coisas de Pedro contam uma história
   
 
  Comente o texto que você leu!

Você não concorda com o texto que você leu acima? Ou concorda e quer opinar sobre o assunto? Entre em contato com o autor! 


 

Nome: 

Email: 



 

Voltar para a página principal do Guia Marau

Guia Marau é uma criação de Jardel Bassi - todos os direitos reservados