Passados dois anos dos atentados de onze de setembro, a única
certeza que se tem é a de que este dia será marcado para
sempre pelo medo. Bin Laden? Ninguém sabe, ninguém viu.
Al Qaeda? Continua forte e operante, inclusive matando um diplomata
brasileiro. Seus comparsas e patrocinadores, então, nem sinal.
Nos
EUA e no mundo todo, as homenagens aos mortos nos atentados foram caracterizadas
pela simplicidade e pelo silêncio. Discrição é
a recomendação enquanto o medo domina: segundo alerta
do governo americano, a Al Qaeda estaria planejando ataques ainda mais
mortais, utilizando armas químicas ou biológicas.
E
depois esses dois anos que conclusão podemos tirar dos atentados?
Será que a Al Qaeda atingiu seus objetivos? Afinal, os atentados
deram aos americanos exatamente o que eles queriam: uma desculpa incontestável
para tomar o Afeganistão e o Iraque, dois países sobre
os quais os EUA há muito tinham interesse, devido ao petróleo
iraquiano e a posição estratégica do território
afegão, que permitiria a construção de oleodutos
de valor inestimável.
Ainda
é cedo para afirmar qualquer coisa sobre as conseqüências
históricas. De certeza, até agora, apenas o medo que assombrará
os americanos eternamente e os três mil inocentes assassinados,
que morreram sem nem saber o porquê.
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