Filipe Bortolini tem 22 anos, é estudante de Informática da UFRGS, e atualmente uma de suas maiores paixões é escrever. Filipe está realizando uma oficina de criação literária com o escritor e Doutor em Letras Luiz Antônio de Assis Brasil, grande autoridade no meio literário.

La Renuncia

A renúncia de Carlos Menem à candidatura pela presidência da Argentina antecipou o fim da disputa eleitoral e automaticamente elegeu seu adversário, Nestor Kirchner. A desistência de Menem, tida por alguns como suicídio político e por outros como uma jogada estratégica, não teve qualquer explicação por parte do candidato. A justificativa mais provável, entretanto, seria a de evitar uma humilhação nas urnas, uma vez que as pesquisas apontavam que Kirchner tinha mais de 70% da preferência dos argentinos.
Por incrível que pareça, Menem foi o candidato mais votado no primeiro turno, obtendo quase 25% dos votos, 2% a mais que Kirchner. Ao que parece, Menem manteve seus pontos no segundo turno, enquanto seu rival recebeu o apoio de todos os eleitores que votaram em outros candidatos.
Tamanha adesão a Kirchner, entrentanto não é nenhuma surpresa: para quem não lembra, Menem é o responsável pela atual crise Argentina, após ter governado a Argentina por dez anos (1989 a 1999). Durante seu governo, Menem privatizou todas as empresas públicas argentinas e manteve o peso com o mesmo valor do dólar, o que causou um rombo catastrófico nas contas do país. Reeleger Menem seria o mesmo que reelegermos FH.
FH fez pelo Brasil praticamente o mesmo que Menem fez pela Argentina, diferindo em apenas duas coisas: FH não teve tempo de vender todas as empresas públicas e manteve o Real atrelado ao dólar apenas o tempo necessário para se reeleger. A capacidade econômica do Brasil e sorte, muita sorte, foi o que evitou que chegássemos na mesma situação dos hermanos.




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