Menos
de um mês e já estava tudo acabado: o Iraque é agora
um país livre e pronto para ser reconstruído pelos americanos.
Felizmente, nenhuma das minhas previsões sobre o revide iraquiano
se concretizou. O sofrimento dos civis, porém, foi pior do que
eu imaginava.
Dentre
os muitos absurdos da guerra, um dos mais chocantes foi o caos e a desordem
que imperaram no país após a vitória dos EUA. Os
soldados americanos observaram com indiferença a multidão
saquear prédios públicos, mercados e, inclusive, o museu
de Bagdá, cujo acervo, incluía peças com mais de
sete mil anos de idade. Segundo os diretores do museu, foi preciso implorar
durante três dias para que os soldados fizessem a segurança
o local. Detalhe: assim que os damericanos pisaram na capital iraquiana,
o Ministério do Petróleo foi cercado e protegido por tanques.
E
as armas de destruição em massa, que eram o grande motivo
para derrubar Saddam Hussein? Ninguém sabe, ninguém viu.
Conforme o chefe de inspetores de armas da ONU, Hans Blix, os EUA e
a Inglaterra utilizaram documentos falsos para defender a ação.
Um exemplo disso foi um contrato apresentado pelo próprio Colin
Powell, o Secretário de Estado dos EUA, que comprovaria que o
Iraque comprara 500 Kg de urânio de Níger. O contrato,
conforme comprovado pela Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA), não passava de uma fraude.
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