Colocar
as Forças Armadas na rua é um equívoco perigoso.
Além de ir contra as atribuições definidas na Constituição,
utilizar o Exército para fazer policiamento é inútil.
Prova disso é que a violência aumentou no feriado do carnaval,
enquanto os soldados estavam nas ruas do Rio de Janeiro.
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O
equívoco fez sua primeira vítima na semana passada: um
professor que tentou furar uma blitz do exército foi morto em
seu carro. Por não ter obedecido a uma ordem para parar, o professor
foi fuzilado.
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E
aí vem a questão: os soldados agiram errado ao atirar
no professor?
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Resposta:
não. Um soldado não pensa, cumpre ordens. Os soldados
agiram exatamente como um soldado age quando está vigiando o
quartel, por exemplo. Um soldado tem ordens de, em caso de ameaça
a segurança, atirar para cima como advertência, depois
atirar na direção do agressor e depois atirar para matar.
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Se
alguém é culpado pela morte do professor, é quem
achou que fosse uma boa idéia usar as Forças Armadas na
vigilância urbana.