Já
não tenho mais qualquer dúvida de que Bush atacará
o Iraque, seja qual for o parecer da ONU ou as ameaças dos países
integrantes da OPEP (Organização dos Países Exportadores
de Petróleo). Fará de tudo para vencer a guerra que seu
pai não venceu.
Segundo
as últimas notícias, os EUA já tem um contingente
de 150 mil homens no Oriente Médio, esperando apenas uma ordem
para entrar em combate. Com os custos de uma movimentação
militar deste tamanho, voltar do Iraque sem derrubar Saddam Hussein
seria suicídio político. E Bush não pretende apear
do poder tão cedo.
Além
disso, o Iraque possui a segunda maior reserva de petróleo do
mundo, ficando atrás apenas da Arábia Saudita. Não
é nenhum segredo que a economia dos Estados Unidos, que está
em queda vertiginosa nesta década, depende vitalmente do petróleo
(os EUA consomem 25% de todo o petróleo produzido no mundo).
Obter o controle de uma reserva petrolífera de 112,5 bilhões
de barris seria algo de valor inestimável para os americanos.
A
OPEP, que controla a produção de petróleo de seus
integrantes, divulgou nota esta semana dizendo que baixará ainda
mais a produção diária no caso de um ataque ao
Iraque. Tal ameaça, acredito, não fará a menor
diferença para Bush. Afinal, se a economia americana já
está sofrendo devido ao preço atual do petróleo
e com previsão de piora, a única saída para manter
o imperialismo econômico é partir para a guerra.
As
conseqüências da guerra ainda são imprevisíveis,
tanto na esfera política quanto na econômica. Qual seria
o equilíbrio de forças entre as grandes potências
e os resultados para os países emergentes ninguém sabe,
mas ninguém está otimista.
A
guerra é certa. Agora é esperar pra ver.