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Filipe Bortolini
tem 22 anos, é estudante de Informática da UFRGS, e atualmente
uma de suas maiores paixões é escrever. Filipe está
realizando uma oficina de criação literária com o
escritor e Doutor em Letras Luiz Antônio de Assis Brasil, grande
autoridade no meio literário.
De
11 de setembro a 06 de outubro
Como
disse a jornalista Ana Paula Padrão, no Jornal da Globo do dia
10 de setembro passado, "você, que provavelmente nem lembra
o que fez hoje pela manhã, certamente sabe exatamente onde estava
e o que estava fazendo na manhã de 11 de setembro de 2001".
Na
quarta-feira, assistindo aos documentários sobre o acontecimento,
Lembrei exatamente como acordei, o que senti ao ver os prédios
em chamas desabarem, a incredularidade e a incerteza do que estava por
vir. Descrevo, aqui, dois dados que me impressionaram.
Num
dos documentários, era mostrado o trabalho de limpeza da área
dos atentados, o esforço sobre-humano para completar a tarefa inédita,
pois jamais havia acontecido uma demolição daquela magnitude.
O monte de entulho no qual as torres se transformaram encheria 75.000
caminhões, e teve que ser removido de balsa, pois o movimento das
carretas entupiria o trânsito da cidade por meses. Ao
que tudo indica, os prédios caíram não devido ao
impacto, mas sim ao calor gerado pela combustão do combustível
dos aviões, que fez com que o aço que sustentava os andares
atingidos empenasse e perdesse a resistência. Um caminhão
de bombeiros equipado com uma mangueira, consegue apagar 200 metros quadrados
de fogo. No World Trade Center, havia de 20 a 30 andares em chamas em
cada torre, sendo que cada andar tinha uma área de 4.800 metros
quadrados, ou seja, seriam necessários 24 caminhões de bombeiros
por andar para apagar as chamas.
Se
Ciro Gomes tem por objetivo afundar a própria candidatura, está
tendo sucesso absoluto. Depois de dizer que o papel de Patrícia Pillar
era dormir com ele e, sem querer, escorraçar seu candidato a governador
no Rio Grande do Sul (dizendo que era falcatrua um governador ir trabalhar
numa empresa privada logo após deixar o cargo público, como
fez Antônio Britto), Ciro arranja briga com o TSE e seu vice ofende
ministra da Controladoria-Geral da União. Além disso, Ciro
queria observadores da ONU para acompanhar as eleições no
Brasil, expediente somente utilizado em países desestruturados em
que a democracia e ordem pública estão em extremo perigo.
Parece que sua metralhadora giratória deixou de apontar Serra e agora
aponta seu próprio pé.
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