Filipe Bortolini tem 22 anos, é estudante de Informática da UFRGS, e atualmente uma de suas maiores paixões é escrever. Filipe está realizando uma oficina de criação literária com o escritor e Doutor em Letras Luiz Antônio de Assis Brasil, grande autoridade no meio literário.

Debates e Mentiras

O debate entre os candidatos à presidente, realizado domingo passado pela Rede Bandeirantes foi sem graça. Os candidatos ficaram na defensiva, não atacando para evitar serem atacados. A exceção foi Garotinho que, não tendo nada a perder, saiu atirando em todo mundo, criando momentos engraçados, como quando cobrou Ciro por beijar a mão de ACM.

  • Serra, visivelmente alterado, tremia ao discutir com Ciro. O candidato do governo parecia estar sentindo a pressão das pesquisas na pele e tentava de toda a forma provar que Ciro mente (o que, de fato, é verdade).
  • Serra, aliás, passou pelo momento mais constrangedor da noite, quando foi indagado por Ciro sobre para onde havia ido os R$ 70 bilhões das privatizações. Serra atacou, dizendo que era mentira e que eram "apenas" R$ 50 bilhões e não respondeu a pergunta. Questionado novamente, desviou o assunto, outra vez.
  • Também foi engraçado escutar Serra insinuar que todos os problemas econômicos atuais são culpa dos poucos meses que Ciro Gomes ficou no Ministério da Fazenda. Realmente, o estrago deve ter sido grande pro FHC não ter consertado tudo em 8 anos...
  • Mais do Serra: questionado por Ana Paula Padrão, quarta-feira, na entrevista ao Jornal da Globo, Serra se enrolou todo para responder era o candidato do governo ou não. Disse que era candidato do FHC, que era amigo do FHC mas não disse em momento algum "Eu sou o candidato do governo".
  • Nessa mesma entrevista, foi-lhe perguntado novamente o destino do dinheiro das privatizações. Serra tentou divergir mas, pressionado, entregou: foi para abater a dívida pública.
  • Outro momento contrangedor: indagado sobre o preço do feijão no supermercado, Serra admitiu não saber o quanto custa um pacote do produto.
  • A parte mais engraçada da entrevista: "O dinheiro do aumento da carga tributária [que aumentou de 26% para 34% do PIB no governo FHC] foi todo investido na área social." E papai-noel existe.

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