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Filipe Bortolini
tem 22 anos, é estudante de Informática da UFRGS, e atualmente
uma de suas maiores paixões é escrever. Filipe está
realizando uma oficina de criação literária com o
escritor e Doutor em Letras Luiz Antônio de Assis Brasil, grande
autoridade no meio literário.
A mulher do Murad
Deu o que falar a entrada
da Polícia Federal na empresa Lunus, de propriedade da governadora
do Maranhão, Roseana Sarney, e seu marido, Jorge Murad. A operação,
realizada na sexta-feira, dia 1o de março, apreendeu, além
de documentos e contratos, R$1,5 milhão em dólares e reais.
Mas, enfim o que é essa confusão toda?
O caso da Lunus está
relacionado com a corrupção na extinta Superintendência
de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), escândalo que resultou
na prisão de Jader Barbalho. Há suspeitas de que R$ 44 milhões
destinados ao financiamento de um projeto (que nunca saiu do papel) da
empresa Usimar tenham parado na conta da Lunus, que funciona no mesmo
prédio. Além disso, existem seis empresas nas Ilhas Virgens
que seriam administradas por "laranjas" de um escritório
de contabilidade que presta serviços à Murad.
Logo após a ação
da PF, houve uma verdadeira crise na base governista, devido a indignação
do PFL, que classificou a operação como um golpe político
articulado pelo PSDB. O confronto culminou com a saída do ministro
do Meio Ambiente, José Sarney Filho (irmão de Roseana, que
sairia de qualquer jeito no fim do mês, pois será candidato),
e com o ultimato da governadora de que se o PFL não romper com
o governo, ela desiste da pré-candidatura. Tudo isso, é
claro, para mostrar que tem força no seu partido e para ter liberdade
de criticar o governo FHC durante a campanha, atingindo assim, José
Serra (PSDB).
Se as acusações
feitas à Lunus são apenas um golpe político, ainda
não se sabe. O que se sabe é que as denúncias são
graves e devem ser apuradas. Até porque a direção
do PFL expressa publicamente seu apoio aos pronunciamentos de Roseana,
porém, nos bastidores, é tido como certo o abandono da pré-candidatura
caso haja indício de culpa contra seu marido.
Mas triste mesmo foi escutar
a Roseana falar que a entrada da PF em sua empresa foi um ato de discriminação,
pois só teria ocorrido por ela ser mulher. Trata-se de uma tentativa
descarada de aproveitar-se da proximidade do Dia da Mulher para se colocar
como a vítima, como a injustiçada representante da mulher
brasileira.
À verdadeira mulher
do Brasil - e do mundo, parabéns pelo seu dia.
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