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Filipe Bortolini
tem 22 anos, é estudante de Informática da UFRGS, e atualmente
uma de suas maiores paixões é escrever. Filipe está
realizando uma oficina de criação literária com o
escritor e Doutor em Letras Luiz Antônio de Assis Brasil, grande
autoridade no meio literário.
Vendo e entendendo
Ah,
feriadão... É sempre bom voltar pra casa, rever a família
e os amigos, tomar cerveja, jogar truco. É bom aproveitar para
passear pela cidade, ver e ouvir coisas. E, como sempre, conferir as notícias
das semanas em que aqui não estive, só pra sentir como anda
o clima e ver como é que são coisas. Mas então, que
será que eu vi ?
Vi que a Prefeitura Municipal,
apesar dos percalços comuns a um início de administração,
faz as obras mais rápido do que os críticos conseguem publicar
suas reclamações.
Vi um entrevistador enaltecer
mais um partido político que o próprio entrevistado, futuro
candidato daquela sigla.
Vi alguém falar
que não fica bem denegrir, menosprezar pessoas para crescer por
causa da inveja do sucesso do semelhante, no melhor estilo "faça
o que eu digo, mas não o que eu faço".
Vi que defender pontos
de vista diferentes, conforme a situação, é demagogia,
mas que a existência de diferentes correntes ideológicas
dentro do PPB é algo salutar e democrático, ao passo que,
dentro do PT, é sinônimo de desunião e intransigência.
Vi a Presidente Vargas,
a David Volpato e a Antônio Vilela cobertas por uma extrovertida
camada de asfalto e outra desinibida camada irá cobrir a Bento
Gonçalves, logo, logo.
Vi que toda a produção
dos que criticam esta Administração se resume a piadinhas
de mau gosto, críticas ao PT, elogios ao PMDB e citações
de críticas feitas pelo PT ao PMDB, na tentativa de desestabilizar
esta forte união, que ainda vai longe. E é preciso ter sangue
de barata para não admitir isso.
Vi que toda a semana tem
algo tipo: a atual Administração fez isso, mas só
por que a nossa fez aquilo, que é necessário reconhecimento
e agradecimento. Entretanto, quando é o caso de obras não
feitas, aí ninguém reconhece. Apareceram as necessidades
apenas em 1o de Janeiro deste ano.
Certamente haverá quem vai dizer que estou precisando trocar meus
óculos ou que só enxergo o que quero, respostas óbvias
devido a forma como escrevi o texto. Mas os que me preocupam mesmo são
aqueles que não querem enxergar, que se limitam a analisar apenas
um ponto de vista e a nada mais que não seja daquela determinada
fonte, anulando qualquer possibilidade de debate. Por isso, dedico esta
coluna a todos que não a lerem.
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