Filipe Bortolini tem 22 anos, é estudante de Informática da UFRGS, e atualmente uma de suas maiores paixões é escrever. Filipe está realizando uma oficina de criação literária com o escritor e Doutor em Letras Luiz Antônio de Assis Brasil, grande autoridade no meio literário.


A catástrofe anunciada


Outro dia me perguntaram qual era a interpretação que eu dava aos conceitos americanos de Liberdade e Segurança. A primeira resposta que me passou pela cabeça foi: "Liberdade é o poder que os americanos têm de fazer o que bem entendem com os outros países do mundo. Segurança é impedir que os outros países façam as mesmas coisas com eles".
A meu ver, os Estados Unidos praticamente pediram por um ataque como o de 11 de setembro, principalmente depois da chegada de Bush à Casa Branca. Seu antecessor, Bill Clinton, era de caráter apaziguador e tentou resfriar os ânimos do Oriente Médio. Já George W. Bush, assim que entrou no poder, cortou todo o apoio a resolução destes conflitos, adotando uma política de isolacionismo, no melhor estilo: "Nós somos os Estados Unidos, nós não precisamos do resto do mundo".
Além disso, também houve a vergonhosa recusa dos EUA de assinar o Protocolo de Kyoto, que visa a diminuição da emissão de poluentes de forma gradativa, protocolo que até mesmo países como a Índia, um país de terceiro mundo em franca expansão industrial, assinaram.
Não podemos esquecer, também, que foram os próprios Estados Unidos que treinaram e armaram Osama Bin Laden para lutar contra os russos, durante a Guerra Fria. Foi como se eles comprassem um pitbull pra defender o jardim mas não contassem que o pitbull pudesse algum dia morde-los. Agora terão de lutar com um inimigo que usa as armas que eles forneceram e as táticas avançadas que eles ensinaram.
Sou contra todos e quaisquer tipos de atos terroristas, pois neles morrem pessoas. Se as pessoas são culpadas ou inocentes, não importa. A meu ver, ninguém tem o direito de tirar a vida de outro ser humano como uma forma de defender suas crenças e valores, seja em atentados, seja em guerras. Sempre é possível uma saída pelo diálogo, basta as partes envolvidas cederem um pouco.
Só pra lembrar: durante a Segunda Guerra, os Estados Unidos, já vencedores do conflito, largaram duas bombas atômicas sobre o Japão, em duas cidades que não tinham nada de militares, matando mais de cinqüenta mil pessoas, vaporizando inocentes em questão de segundos, causando doenças por radiatividade em um sem-número de japoneses.
Este sim foi o pior atentado da história.

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