Se há algo a comemorar nesse aniversário de 40 anos
do golpe militar, é justamente o fato de hoje ele ser apenas
uma página no passado. O movimento que acabou com a liberdade
de expressão e a democracia, trazendo prisões, torturas
e mortes aos que ousaram questioná-lo, está definitivamente
morto e enterrado.
Apesar
dos militares afirmarem que é necessário olhar
o passado sem rancor, ainda é viva na memória de muitos
os sofrimentos daquela época, principalmente depois do AI-5,
que tornou legal o abuso de poder pela Polícia: as pessoas “suspeitas” eram
presas a qualquer momento, sem qualquer justificativa, muitas delas
para nunca mais voltar.
Há ainda, principalmente no exército, quem diga que
o golpe militar não foi um golpe, mas sim uma contribuição
das Forças Armadas para o povo, pois o presidente Jango levaria
o país à ruína do comunismo e a população
saía às ruas para pedir sua deposição. É bem
verdade que boa parte da população ficou satisfeita ao
saber do golpe. O que todos esperavam, entretanto, era que os militares
garantissem o andamento do processo democrático. Os golpistas,
entretanto, assumiram o poder e iniciaram um ciclo de ditaduras que
durou 21 anos.
Se hoje
em dia ninguém sabe o que foi ditadura, é devido à censura
aplicada a todos os meios de comunicação: era comum,
naquela época, a publicação de receitas no lugar
das colunas de opinião, que eram vetadas pelos comitês
de censura prévia. Desse modo, quem escreveu a história
do golpe foram os golpistas, manipulando os fatos conforme o seu desejo.
Prova disso, é o 31 de março ter sido oficializado como
a data do golpe, que ocorreu no dia 1 o de Abril.
Apesar
da data ser bastante apropriada, os militares não quiseram
que ficasse marcado pelo dia dos bobos e da mentira o dia em que traíram
o país e a liberdade de seu povo.
Colunas
Anteriores
Contra
todos os inimigos
A
Al Qaeda venceu
Açougues
Humanos
A
Paixão de Cristo
O
Golpe Perfeito
Clima
Àqueles
que eu amo
O
Problema era o Bigode
Filhos
da Máfia
Invasores
Há
pouco tempo
Ironias
a Parte
Rico
Urânio
Programa
Legal
Dois
Anos Depois
Brasileiros
Pro
Espaço
São
Roberto
Façam
suas apostas
Canos
Fumegantes
E
a Educação...
Lixo
é Luxo
Televisão
Matrix
Reloaded
Reforma
Tributária
Juros
La
Renuncia
O
Senado Contra a Ética
Curtas
de Guerra IV
Curtas
de Guerra III
Curtas
de Guerra II
Curtas
de Guerra
Guerra
Civil
Curtas
de Verão IV
Curtas
de Verão III
Curtas
de Verão II
Mecca
Cola
Curtas
de Verão
Jhonny
Rivers - parte III
Jhonny Rivers - parte II
Jhonny Rivers - parte I
Náufrago
Meu Inter
Livros
Uma carta do amigo Pedro
A Falácia dos Desesperados
Eleições
Chegou a hora
Os juros e o dólar
A hora do moto-serra
De
11 de setembro a 06 de outubro
Violência
contra animais
Quem são os neobobos
Debates e Mentiras
Vendas e Mordaças
na Terra do Tio Sam
O Verdadeiro Risco
Boa Sorte
Conveniente Conivência
Cinco Erros e Uma Pergunta
Na torcida
Uma Carta do Gato Félix
Senado Shopping
Previ
Condolências
Entrevista com o Inácio
O esqueleto da vale
O fator de risco
E o rock morreu mais um
pouco
Foi sem querer querendo
De como obstruir a justiça
Absurdos
Jovens, loucos e rebeldes
Um tributo ao amor
O marido da Sarney
A mulher do Murad
Conta Outra, Bush
Teoria da Conspiração
A dívida original
Fim de ano (The End)
Leia e Entenda
Flexibilizando Henrique
Cardoso
Insensatez
Vendo e entendendo
Reformar e crescer
Pesquisa é desenvolvimento
Louvados sejam os americanos
A catástrofe anunciada
O assassinato do Dr. Flores
- parte IV - Final
O assassinato do Dr. Flores
- parte III
O assassinato do Dr. Flores
- parte II
O assassinato do Dr. Flores
- parte I
Pedro ganha um tigre numa
rifa
Voltas
Férias
Amarga surpresa
Transições
Um cigarro
O nada
Ocaso
POA X Davos ? POA, com certeza
A volta
As coisas de Pedro contam
uma história
Comente o texto que você leu!