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Carla Viapiana tem 21 anos, é
recém formada em Comunicação Social: Jornalismo pela
UPF. É editora do suplemento jovem do Jornal A Folha Regional e
sócia-professora do CCAA de Marau.
Estou
ficando velha
Definitivamente estou envelhecendo. Quando eu tinha 15 anos, as pessoas
diziam que depois desta idade o tempo voaria, mas eu não acreditava.
Hoje acredito parcialmente.
Na realidade, para mim, o tempo voa a partir dos 18. Tenho 23 anos e se
você me perguntar quantos anos eu tenho, a primeira idade que vem
a minha mente é: 18 ou 21.
Sim Carla, e daí?
E daí que me dei conta disso na semana passada. Não quero
afirmar, nesta coluna, que estou velha. De jeito nenhum! Sou jovem e tenho
bastante coisa para fazer na vinha vida. Mas que o tempo passa, ah, passa
sim!
Durante uma conversa, algumas
pessoas lembraram de Fernando Collor de Mello, nosso famoso (graças
a Deus) ex-presidente. O incrível é que dois adolescentes
de mais ou menos 13 anos perguntaram: Quem é esse Collor?
As pessoas de mais ou menos
20 anos, que estavam por perto, perguntaram perplexas: Vocês não
sabem quem é o "Collor"? Não lembram do "impeachment"
nem dos "caras pintadas"?
A princípio pensei: "Meu Deus, em que mundo esses adolescentes
estão?
Será que eles não
vêem TV, não lêem jornal, não ouviram os pais
comentarem sobre o 'caçador de marajás', nem estudaram isso
no colégio?
Será que se 'eLLe'
conseguir ser candidato a presidente novamente eles votam nele?"
Acredito que todos os "mais velhos" estavam tão abobados
quanto eu.
Porém, logo começamos
a pensar. O Collor foi eleito em 1989. Esses adolescentes, nesta época,
tinham acabado de nascer. Quando aconteceu o impeachment, em 1992, eles
tinham apenas três anos. Eles não viveram isso. Nós
assistimos às manifestações nas ruas, todo o caso
PC, a renúncia e o Itamar tomar posse. Eles não. Estavam
começando a falar, a ir à escolinha e a descobrir o mundo.
Se alguém perguntar
em que ano Getúlio Vargas foi eleito presidente e em que ano ele
foi ditador, provavelmente, assim como eu, você vai ter que pensar
um pouco, pegar um livro de história e dar a resposta certa. Se
meu pai ler isso vai me xingar: "Como é que você não
sabe disso guria!?" Ele viveu isso, eu não.
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A amizade continua.
Viajar ou não, eis a
questão.
Ah, quando eu fiz vestibular!
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