Carla Viapiana tem 21 anos, é recém formada em Comunicação Social: Jornalismo pela UPF. É editora do suplemento jovem do Jornal A Folha Regional e sócia-professora do CCAA de Marau.

 

Prefiro os loucos

Prefiro os loucos Passei a observar, nas últimas duas semanas, como admiro as pessoas que não são consideradas certinhas, CDFs ou exemplos a serem seguidos. Não estou querendo dizer que não gosto de pessoas estudiosas, responsáveis e trabalhadoras, até porque me considero uma pessoa com estas três características. (Tô me achando!!!) Mas isso tem a ver com aquelas pessoas que são diferentes da maioria. São aquelas que se você espera uma certa reação dessa pessoa, ela vem com outra diferente e original. Como sou professora, admiro muito dos alunos irreverentes, aqueles que a maioria dos professores querem ver bem longe de sua sala. Aqueles que apesar de não ficarem quietos um minuto, aprendem rápido, pegam as coisas no ar. Não estou falando do aluno mal educado, que não respeita os colegas e o professor, mas aquele que é um “pentelho” mas é uma gracinha. Pessoas que são exemplos a serem seguidos são previsíveis. Se você pede um favor a ela, você tem plena certeza de que isso será feito, mas geralmente elas não surpreendem. Já quando uma tarefa é designada para os “erradinhos”, você corre o risco dessa pessoa não cumprir o combinado, mas se cumprir, há a possibilidade de algo não convencional, de algo original acontecer. A probabilidade de genialidade é maior. Veja os grandes artistas e os gênios: Van Gogh cortou a própria orelha e Albert Einstein não era bom aluno na escola. Coloco isso porque acho que cada vez mais precisamos de pessoas que não sejam o que os pais, os avós ou a sociedade esperam. Mas que sejam elas mesmas, certas ou erradas, boas ou ruins, feias ou belas. O importante é ser você mesmo e, acima de tudo, tentar compreender as pessoas que não são como a gente.




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