Carla Viapiana tem 21 anos, é recém formada em Comunicação Social: Jornalismo pela UPF. É editora do suplemento jovem do Jornal A Folha Regional e sócia-professora do CCAA de Marau.

 

A amizade continua

 

Estou em casa. A praia já era e aqui estou escrevendo a coluna do
Guiamarau “pós-praia”. Os dias que passei em Camboriú com meus amigos
foram MUITO LEGAIS. Creio que desde o início do segundo grau
planejávamos uma viagem sem pai nem mãe, sem tio nem tia, sem irmão ou
irmã.
Não vou escrever sobre as festas (que foram ótimas), sobre as pessoas
que conhecemos, mas sim, sobre o que aprendemos. Aprendemos a lidar com as nossas diferenças, com os nossos defeitos, com o “mau humor nosso de cada dia”.
Amizade é muito importante para todo mundo. Com os amigos, fazemos
festa, choramos, conversamos... Porém, a verdadeira amizade só se
consegue com o tempo. No começo, só vemos o lado “parceiro” da pessoa.
Depois vamos notando o que ela prefere, Beatles ou Rolling Stones, praia
ou piscina, amarelo ou vermelho. E se, tendo consciência das diferenças,
a amizade persistir, aí sim, pode-se afirmar que se tem um amigo.
Foi mais ou menos isso que aconteceu com a gente na praia. A nossa
amizade já é de alguns anos, mas nunca tínhamos passado tantos dias
juntos, acordando, tomando café, almoçando e jantando. Mas o que
aconteceu? “Pequenos grandes atritos” como ir ou não ir a praia,
Baturité ou Ibiza, quem vai comprar pão. Mas o principal foi com a
organização e limpeza do apartamento. Alguns apreciavam demais o
cheirinho de Veja Multiuso, outros não se importavam se o quarto estava
desarrumado ou se ninguém tinha lavado a louça ainda. Pode parecer
banal, mas quem é desorganizado não se incomoda com a organização, mas quando as coisas se invertem... Eu não sou uma pessoa das mais
organizadas, por isso não consigo compreender 100% o que é isso, mas
usando todos os meus poucos neurônios, posso imaginar como é... Deve ser mais ou menos como quando dizem que é fácil um pobre se acostumar com a riqueza, mas um rico com a pobreza é mais difícil.
Como resolvemos isso? Com bom humor. Tudo virou piada. Apelidos,
brincadeiras e todos tentando entrar na dança dessa piada. Tudo ficou
registrado num cartaz que dia após dia fomos desenhando o que acontecia.
As pérolas e balões da Carla, o colar da Camila, as garrafas sexys do
Xande, o “no stress” do Ale, a roupa de sargento da Caro, o sotaque de
“hernana” da Dini, o serrote da Mariana e o inesquecível “uana piling”
da Jô. Pena que não pude escaniar essa “obra de arte”. Talvez na
próxima...




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