Carla Viapiana tem 21 anos, é recém formada em Comunicação Social: Jornalismo pela UPF. É editora do suplemento jovem do Jornal A Folha Regional e sócia-professora do CCAA de Marau.

 

Ah, quando eu fiz vestibular - Carla Viapiana

É, é época de vestibular, ou melhor, época de listão, bixos, calouros, cabeças raspadas, ovos, farinha e tinta. Hora para os que passaram festejarem e, para os que não passaram, de começar tudo novamente. Para mim, como para quem já passou pelo horror do vestibular, é o momento propício para a nostalgia: "Ah! Quando eu fiz vestibular..." O engraçado é que parece que isso foi ontem, mas já faz quatro anos. Formei-me em dezembro passado e já me permito algumas considerações sobre meu passado de vestibulanda, bixo e universitária.

No meu caso, passar no vestibular foi um pouco traumático, porém confesso que me fez aprender, me fez sentir o que é não passar no vestibular. Vou contar minha historinha dramática: Era uma vez uma menina de interior que não sabia o que queria. Primeiramente escolheu Direito, porém viu que o Direito era meio torto, então preferiu um curso chamado Jornalismo. (Parênteses, hoje vejo que tudo é meio torto e o Jornalismo não escapa, com certeza não é um dos pontos que fazem parte de uma reta.) Prestou vestibular em duas universidades (UFRGS e UPF), na federal não passou, na UPF sim, porém... No dia fatídico, no qual todos os vizinhos, familiares e amigos ficam grudados no rádio para ouvir o listão, o que acontece? A Carlinha não ouve o seu nome entre os demais. O que fez? Chorou, chorou e chorou um pouco mais. A dor que ela sentiu é indescritível, um sentimento de fracasso, de alguém que estudou, não muito como se fosse prestar vestibular para Medicina, mas que se esforçou e deu o melhor de si. O que mais passava pela cabeça dela era o seguinte: "não passei, eu não acredito, zerei a redação, não passei, não tinha nem dois candidatos por vaga e eu não passei, eu não passei, eu não passei...

Por sorte, por Deus, por azar, sei lá, essa certa rádio local começou a divulgar o listão a partir da letra D. Meu nome começa com C e na realidade estava entre os classificados. Não me recordo, mas creio que naquela época eu não tinha ainda internet em casa, se tivesse não teria passado por isso. Santa rainha de todas as redes...

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